pd

whoever, whatever, wherever, whenever

Thursday, May 17, 2018

 

Primeira Impressão

Primeira impressão é a que fica.

Fica mesmo?

Pra algumas pessoas certamente, pra outras nem tanto. Cada caso é um caso.

Aposto que muitas pessoas conhecem alguém cuja primeira impressão seja diversa da que ficou. E nesses casos, a primeira impressão não ficou, mas é invariavelmente lembrada. Ressaltada até. Motivo de risos quem sabe.

E quando a primeira impressão é virtual?

Facebook, Instagram, Twitter, LinkedIn Tinder, Orkut... são inúmeras redes que trazem perfis ou imagens que causam a tal primeira impressão.

Oras, se ninguém é imóvel, estático, imutável e a experiência humana tão dinâmica, porque perpetuamos essa máxima da primeira impressão?

Quantos de nós estudamos com alguém que vivíamos e convivíamos diariamente de forma próxima e íntima e depois de um tempo nos distanciamos.

E o contrário.

Aquela pessoa nada-a-ver de repente vira confidente, parceira, bff, colega ou simplesmente cheia de conexões comuns inimagináveis em outras épocas.

É, a vida dá voltas. E como diria um amigão que ficou distante: "o universo tem um movimento radical".

Todo dia acordamos diferente. Sempre passamos por fases boas e ruins. E como fica a primeira impressão nessa dinâmica toda?
O saudoso (Saudoso?! Oi?) Heráclito de Éfeso, nascido provavelmente em 535 a.C., já dizia: "Tudo flui".

Dizia mesmo? Não seria fake-news difundido e perpetuado por milênios...

"Nenhum homem pode cruzar um rio duas vezes, porque nem o homem nem o rio são os mesmos"

Será?

Não tenho dúvida disso, mas em alguns casos, as diferenças são tão iguais...

...continua...


Tuesday, May 15, 2018

 

Praia, e Museu, no Rio de Janeiro

"Do Leme ao Pontal não há nada igual"

A frase não é novidade, ela se eternizou no imaginário popular brasileiro através da voz do hilário e talentoso Tim Maia.

Apesar da música ser super conhecida, nem todos sabem que Leme e Pontal são bairros e também praias do Rio de Janeiro.

E o litoral carioca não se resume a esse trecho de aproximadamente 40km entre o Leme e o Pontal. Tem mais.

Antes do Leme tem a Praia Vermelha, e depois do Pontal tem Grumari. Mas não só. Há também Flamengo e Botafogo antes do Leme além de Macumba e Abricó depois do Pontal. E de novo, não só. Há mais, antes e depois.

Antes, as praias se adentram pela Baia de Guanabara, depois se abrem pro mar aberto do oceano Atlântico.

Apenas pra citar uma referência da distância entre uma e outra. Ambas se separam por um trecho maior que  distância entre a Serra da Cantareira, na Zona Norte de São Paulo e o Autódromo de Interlagos, na Zona Sul da mesma cidade. E sobra. São quase 10km a mais de diferença.

Entre uma praia e outra, fugindo um pouco do litoral - mas não muito - existe uma das maiores florestas urbanas do Brasil, o Parque Nacional da Tijuca, que pode ser um dos caminhos pra quem quer visitar essas duas praias e ainda explorar e conhecer melhor a cidade do Rio de Janeiro.

Gosto muito dessas duas praias e da beleza que há entre uma e outra, mas, esse texto é pra destacar o "além" do Pontal, em especial a Praia de Grumari.
Localizado quase no extremo oeste da cidade do Rio de Janeiro.

De difícil acesso, já que não há transporte público que chegue até lá, a praia ainda preserva um aspecto de praia selvagem, cercado de verde e montanha, é uma ótima opção pra quem quer fugir das badaladas e famosas praias da Zona Sul como Ipanema e Copacabana.

Bem pertinho dali, quase na mesma faixa de areia, existe a Praia do Abricó pra adeptos do naturismo. Logo ao lado, também, há a Prainha, uma área de proteção ambiental pra adeptos e adeptas do surf.

Grumari serviu como locação pro primeiro filme dos Trapalhões que contou com a formação tradicional do quarteto (Didi, Dedé, Mussum e Zacarias). O filme "Os Trapalhões na guerra dos planetas" foi uma paródia tupiniquim de Star Wars rodada nos anos 80 que acabou ficando conhecido como Brazilian Star Wars.

Se você gosta de praia e já conhece o Rio mas ainda não conhece Grumari. Essa é minha dica!

E pra quem estiver com criança, ou não, o Museu Casa do Pontal é uma parada estratégica mais do que recomendada.

Pouco conhecido, inclusive pelos cariocas, esse museu tem um dos maiores acervos de arte popular do país com mais de 8000 peças de 300 artistas brasileiros.

O espaço é pequeno mas bem organizado, uma experiência lúdica e  educativa da cultura brasileira com temas cotidianos, festivos, religiosos e imaginários - tem até uma sessão secreta pra maiores de 18 anos - mas que não comentarei pra evitar spoiler.

O acervo do Museu existe graças ao pintor francês Jacques Van de Beuque que veio ao Brasil incentivado por Candido Portinari e que iniciou uma coleção de pequenos bonecos de barro depois de uma viagem ao sertão de Pernambuco. Jacques juntou peças por quase 40 anos durante suas andanças pelo Brasil na Casa do Pontal. Seu filho Guy Van de Beuque transformou a casa em museu.

Por tudo isso e um pouco mais, conhecer o Pontal vale a pena!


Monday, May 14, 2018

 

Passagem em Promoção - Parte 3

Continuando os 2 textos anteriores...

Depois de descobertas as principais opções de companhias aéreas, passamos a procura da hora certa de comprar.

A hora certa, assim como as variáveis comentadas anteriormente também dependem...

Dependem principalmente do tempo que você tem disponível entre o planejamento e a compra.

E dependem da necessidade e disponibilidade (flexibilidade) de datas e horários pra viagem.

Quanto maior flexibilidade, maior chance de pagar barato.

Normalmente as promoções aparecem quando a companhia aérea chega na janela de compra média da rota, e ainda está com ocupação baixa.

Aquela tabela de preços que tem mais de 15 opções de valores quase nunca é disponibilizada pra venda em sua totalidade.

Normalmente as companhias partem de um preço médio/baixo, se o voo começar a vender bem, com taxa de ocupação crescente, as promoções sequer aparecem.

Um exemplo resumido pra ilustrar é: se uma rota tem preço mínimo 100 e máximo 1000, provavelmente os preços entre 100 e 300 ficarão "guardados" ou escondidos.
Assim, o voo começará a ser divulgado e vendido a partir de 400. Se vender bem, e tiver uma ocupação boa, a tendência é só aumentar.

Se um voo chegar na antecipação média de compra da rota com baixa ocupação, a tendência é que as promoções comecem a aparecer. No exemplo acima, a companhia poderá abrir o preço de 300, e se vender bem, não abrirá os demais. Se tiver muito assento, poderá abrir as promoções pra estimular a demanda.

Por isso é importante acompanhar os preços médios da rota de interesse ao longo do tempo.

Qualquer valor fora da média será percebido e você poderá "escolher" quando e quanto pagar.

Quanto maior a distância entre a compra e a viagem, maior a chance de achar os melhores preços, porque as promoções não são garantidas.

Ao longo do tempo, percebi os preços seguem 2 tendências similares: ou o preço só cresce, ou o preço fica constante, cai por algum momento e volta a subir.

Foco no "cai por algum momento".

Esse momento pode durar minutos, horas ou dias, mas são raros durarem semanas.

Assim, o acompanhamento de preços, variações de datas de ida e volta, dias da semana escolhidos, tempo no destino, alternativas de aeroportos (na origem, no destino ou conexões) precisam ser acompanhados.

Passagens são como ações na bolsa de valores, mudam rápido e sem aviso prévio, é preciso apostar e comprar.

Quanto mais acompanharmos o mercado, e suas oscilações, maiores as chances de sucesso na compra.

Companhias aéreas tendem a fazer promoções nos fins de semana, ou nas madrugadas, apenas pra fugirem de intermediários como agentes de viagens que cobram comissões ou taxas.

É importante ter atenção nos detalhes:
- rota do(s) voo(s)
- tempo de voo (e horário de saída/chegada)
- tempo entre as conexões (razoável pro passageiro e pra bagagem conectarem)
- frequência dos voos (diário, semanal, 3x por semana)
- horários disponíveis (e alternativos)
- serviços incluídos (ou não, como bagagem) 
- taxas de cancelamento e remarcação
- taxa de embarque (alguns aeroportos são mais caros que outros)

Nem sempre o mais barato é a melhor opção.

Lembrem-se sempre, os voos nem sempre serão pontuais e é preciso considerar as alternativas em caso de cancelamentos e intempéries como manutenção, greve, mal tempo, perda de conexão etc e tal.

Aproveito pra lembrar que a maioria das pessoas preferem voo direto sem conexão, por isao também que as rotas exclusivas costumam ser mais caras.

Um voo Rio-Paris tende a ser mais caro com uma companhia que voa direto, pois é exclusivo.

E esse mesmo voo poderá ser mais barato com um trecho adicional (Rio-Paris-Londres) porque essa complexidade de variáveis é que faz essa indústria ser tão fascinante.

Relembrando o primeiro post deste assunto, uma origem-destino, nem sempre é aquela que você pensa.

Na aviação, um voo é apenas uma parte de uma rede muito mais complexa, por isso o termo "malha aérea".

Há inúmeras origens antes da origem do voo, e o destino do voo nem sempre será o destino de todos os passageiros.

Acho que é isso! Não tem fórmula mágica. É pesquisar, variar e... viajar! 

Obrigado pelo seu tempo,

pd










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Sunday, May 13, 2018

 

Passagem em promoção - Parte 2

No post anterior falei sobre a tabela de preços, nesta imagem é possível ver que para criarem as tabelas de preços de todas as rotas, existem padrões de linguagem pra facilitar a identificação das classes de reserva, que definem os valores das tarifas (ou preços) em cada companhia aérea.

Star Alliance e One World são 2 das principais alianças internacionais entre as companhias aéreas, cada uma delas tem um padrão de "classes" de reserva/tarifa.

Algumas são comuns, como a tarifa Y - conhecida como tarifa yankee - que costuma ser o preço mais caro da classe econômica.

Essas classes de reserva orientam a precificação de todas as rotas e também as negociações entre as cias aéreas pra venderem assentos nos voos compartilhados (code-share) quando uma cia vende parte de seus assentos no voo de outra.

O "segredo" pra comprar passagens promocionais é tentar descobrir os preços mínimos de cada rota, em cada cia aérea.

Descobrir a menor classe tarifária é um passo, mas como isso é acessível somente aos agentes de viagens ou funcionários, recomendo aos leigos que procurem os preços de suas passagens em datas aleatóreas, em períodos distintos e permanências variáveis.

Procure, por exemplo:
1 - Semana que vem, indo e voltando no mesmo dia.
(Antecipação de 1 semana, permanência de 1 dia).
2 - Semana que vem, indo e voltando com 3 dias de diferença.
(Antecipação igual, permanência de 3 dias) 3 - Semana que vem, indo e voltando depois de uma semana.
(Antecipação igual, permanência de 7 dias)

Repita os exemplos acima, trocando o semana que vem por 1 mês, 3 meses, 6 meses.

É, dá trabalho, mas compensa!

Se a viagem tem data certa e destino único, não há muita escolha (sim, há, mas depende), mas se for o início de um planejamento de viagem, isso pode determinar e até mudar a data, o destino e até o itinerário. Já mudei meu planejamento e destino de viagem por conta dessas pesquisas prévias.

Feita essa pesquisa com algumas variações, será possível identificar as companhias aéreas que participam da rota desejada, os preços médios encontrados, identificação de preços mínimos e dias mais baratos, mas tudo isso muda o tempo todo.

A partir disso será possível identificar algumas tendências e preços comuns entre as cias aéreas, a diferença muitas vezes está na taxa de ocupação de cada voo - influenciada pela oferta e demanda - e principalmente naquelas duas variáveis: antecedência da compra e tempo de estadia.

Normalmente, as antecedências seguem um padrão: voos em rotas frequentes, tradicionais e com muita oferta tendem a ter uma antecedência de compra mais curta, enquanto voos complexos, ou com frequencia reduzida e pouca oferta tendem a ter uma antecedência muito maior.

O exemplo clássico mencionado no outro post é a rota Brasil-Ásia. Pela distância e devido ao fato de existirem pouquíssimas opções de voos diretos pro outro lado do mundo, a maioria envolve pelo menos uma parada ou conexão. Nestes casos a antecedência é maior.

Voos pra destinos distantes requerem planejamento, e por isso nenhuma companhia aérea consegue vender mais de 200 assentos de um dia pro outro.

A antecedência de compra costuma ser maior quanto mais distante e exclusivo são os voos.

Normalmente a antecedência média vai caindo conforme a quantidade de ofertas aumenta. Voos pra Ásia costumam ter seu ponto de equilíbrio com 6 meses de antecedência, pra Europa com 3 ou 4 meses, pros EUA e América Latina entre 1 e 3 meses.

Essas são antecedências aproximadas, com referencial de saídas do Brasil. Cada rota e cada cia aérea tem suas variações.

São Paulo-Buenos Aires ou SP-Nova York, por exemplo, tem muita oferta e frequência, mas se trocarmos essas cidades por Ushuaia ou Boston, tudo muda porque reduz a oferta e frequência mas também as opções.

Teoricamente nenhuma companhia aérea internacional pode voar e comercializar um voo doméstico, por isso existem os voos compartilhados (code share).

Tendo feito essas pesquisas, e entendendo as opções, frequências e valores, você já terá meio caminho andado na busca por aquela promoção imperdível.

Mas ainda tem mais, deixo o complemento pra outro post.

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